A investigação clínica académica é um dos principais motores da inovação em oncologia, permitindo expandir o conhecimento atual e melhorar os cuidados prestados aos doentes. No entanto é necessário transformar o ecossistema atual para que Portugal acompanhe o ritmo internacional.
Com este objetivo, um grupo de especialistas da Amsterdam UMC, da European Organisation for Research and Treatment of Cancer, da Champalimaud Foundation, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, do Instituto Português de Oncologia do Porto FG, EPE, da Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica, da Unidade Local de Saúde Santa Maria, da Direção-Geral da Saúde, da Nova Medical School, da Ordem dos Médicos, da Liga Portuguesa Contra o Cancro, da Associação EVITA – Cancro Hereditário, da EuropaColon Portugal, da Associação Portuguesa de Investigação em Cancro, Unidade Local de Saúde de Matosinhos, do Hospital da Luz e da Sociedade Portuguesa de Oncologia, e , elaboraram um roteiro de implementação que identifica ações concretas para impulsionar a investigação clínica académica no país.
O trabalho, publicado na Acta Médica Portuguesa, apresenta:
- Principais barreiras que limitam o desenvolvimento da investigação clínica académica;
- Medidas práticas para reforçar capacidade, financiamento e eficiência;
- Propostas para melhorar regulamentação, colaboração e competitividade;
- Uma visão integrada, construída por 17 autores de instituições de referência.
Este roteiro constitui um passo essencial para garantir que mais estudos académicos chegam aos doentes, promovendo inovação, equidade e melhores resultados em oncologia.



