Portugal passou a integrar a principal infraestrutura europeia dedicada aos biobancos e recursos biomoleculares (Biobanking and Biomolecular Resources Research Infrastructure – European Research Infrastructure Consortium – BBMRI-ERIC), numa iniciativa conjunta entre a Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica (AICIB) e a Fundação GIMM – Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (GIMM). A AICIB representará Portugal na Assembleia de Membros, com direito de voto, e assegurará o cumprimento das restantes responsabilidades dos membros definidas nos estatutos. A Fundação GIMM fará igualmente parte da Assembleia de Membros e foi designada Nó Nacional da BBMRI-ERIC, sob a direção de Patrícia Costa Reis e Sérgio Dias.
Com a adesão à BBMRI-ERIC, Portugal passa a integrar uma vasta rede europeia de biobancos e recursos biomoleculares, beneficiando de um acesso facilitado a amostras biológicas, aos respetivos dados associados e a serviços especializados de apoio à investigação biomédica. A integração permitirá também reforçar a partilha de conhecimento e de boas práticas entre os biobancos portugueses e os seus congéneres europeus.
A participação na BBMRI-ERIC facilitará ainda o envolvimento de instituições portuguesas em consórcios e projetos europeus, bem como o acesso a oportunidades de financiamento internacional.
Enquanto Nó Nacional, a Fundação GIMM coordenará a participação portuguesa na BBMRI-ERIC, assegurando a ligação entre a infraestrutura europeia e a Rede Nacional de Biobancos, que também coordena. Entre as futuras atividades incluem-se o apoio à participação em candidaturas e à criação de consórcios internacionais, a partilha de boas práticas, a promoção de programas de intercâmbio e de formação especializada em biobanking e a realização, em Portugal, de encontros e eventos internacionais nesta área.
A adesão constitui um marco importante para o reforço das capacidades nacionais de investigação clínica e translacional, promovendo uma maior articulação entre os biobancos portugueses e as principais redes europeias de investigação. Ao melhorar o acesso a amostras biológicas, dados e conhecimento de elevada qualidade, Portugal reforça a sua capacidade para desenvolver projetos colaborativos de excelência e responder aos desafios emergentes na área da saúde.



